Hoje os sinos tocam
pois na cidade há uma morte.
Sua face é irreconhecível
seu olhar se perde na brisa da manhã.
Um surto ameaçador,
uma sensação horripilante
de temor de solidão.
Letras benditas e papéis esvoaçantes
neles se contém a resposta para a pergunta:
Por quê?
Palavras de conforto.
Silêncio implorando um curto tempo.
Memória perdida.
"Meus pêsames senhorita."
Nunca pensei que alguém pudesse velar
sua pobre alma assassinada na chacina do amor.
No rosto pálido, reflete-se a dor
de uma grande perda.
